segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Apredizado


Ontem, conversando com uma colega, também professora, ela me falando sobre suas aulas e como ela as vezes puxa o assunto para um debate sobre respeito, consciência, valores. Em certo ponto ela diz aos alunos que eles estão na fase de aprendizado. Parei para pensar sobre isso e vi que todos estamos. Alguns com mais experiências, outros com menos. Mas todos aprendemos ao longo da vida toda.
Talvez por isso eu me sinta tão a vontade sentado na cadeira de aluno.
As minhas lições estão chegando de tudo que é lado.
Cada vez mais valorizo a paciência e o tempo. Pois o tempo nos acalma e coloca as coisas em seus devidos lugares. Más notícias sempre vão aparecer(e algumas retornar), mas com o tempo as coisas boas acontecem. É só ter paciência.
Esqueça aquela imagem tranquila de uma pessoa esperando as coisas acontecerem. Isso não é ser paciente. Isso é ser acomodado. Paciência é não querer resolver tudo de uma vez e de maneira rápida. Paciência é não se afobar. Mas é necessário correr atrás do que se quer, na velocidade adequada a cada situação e mantendo o foco nos seus objetivos.
 Nada acontece sem movimento.

Estou fazendo o que preciso fazer para chegar aos meus objetivos. Estou tomando decisões, algumas bem difíceis. Estou tentando otimizar meu tempo e valorizar minhas experiências. Estou arriscando mais.  Aquelas mudanças que já escrevi, estão acontecendo, nem muito rápido, tampouco devagar. Na velocidade adequada. Ainda sinto algumas dores de vez em quando, mas aprendi que certas coisas são permanentes, mas nem por isso é impossível conviver. Estou, cada vez mais, aprendendo a lidar com essas situações desagradáveis, e tenho me saído bem. Pois faço de tudo para não perder o foco. Estou com coragem para enfrentar e passar pelos obstáculos e com cautela para pisar devagar em terrenos desconhecidos.
Hoje sou professor, mas nunca deixei de ser aluno. Como diria meu velho pai "A vida é uma escola e o professor é o destino".
Quero retomar tudo que já fiz de bom.
Estou aberto para vida e para novas e antigas experiências.
Estou feliz por estar vivo.
Estou em movimento.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Decisões

Minhas cabeça tá zunindo. 
A tomada de decisões sempre me faz bambear um pouco. E nesses dias não tem sido diferente. Afinal, é meu futuro que está sendo decidido. Um turbilhão de pensamentos invade minha mente. Penso em recuar, voltar atrás. Refaço o caminho. Tento imaginar todas as possibilidades. E penso se não foi um erro, se não me precipitei. 
Tenho lido bastante, ouvido muita música, voltei a tocar violão e estou me programando para viajar de novo.
Com certeza a estrada me fará bem.
Aos poucos vou colocando as coisas no lugar, (ao menos o que posso colocar).
Não sei o que vai acontecer comigo. Se terei que retroceder e voltar a fazer o que não quero.
Já tenho algumas boas notícias e torço para que permaneçam boas.
Tenho visto coisas que pensei que não iriam acontecer também. É sempre uma surpresa constatar que não se sabe quase nada sobre algumas pessoas. Mas ainda prefiro achar que só tenho visto por que querem que eu veja, ou seja, proposital. O que posso fazer?
Não sei o que se passa na cabeça das pessoas ao meu redor. Sabe aquele sentimento de criança que te fazia pensar que todos ao seu redor escondiam um segredo de você, te observavam escondido, mas quando você olhava todos já tinham voltado a fingir que estavam fazendo outras coisas, todos sabiam "a verdade" menos você e esperavam você descobrir tudo sozinho. Nada é o que parece. As vezes ainda me pego pensando nisso. E começo a rir de mim mesmo.
Contudo, a sensação de estar no caminho certo tem me envolvido.
E fico feliz pensando assim.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

All Dressed Up

I pack my suit in a bag
I'm all dressed up for prague
I'm all dressed up with you
All dressed up for him too...
Prepare myself for a war
Before I even open up my door
Before I even look out
I'm pissing all of my bullets about...
Wrap myself in a bag
I'm all wrapped up in prague
I'm all wrapped up in you
I'm all wrapped up in him too
Prepare myself for a war
And I don't know what i'm doing this for
Trying to let it all go
But how can I when you still don't know?
I could wait for you
Like that hole in your boot
Waiting to be fixed
I could wait for you
What good would that do
But to leave me bruised?
Cheers darlin'
Here's to you and your lover
...darling
I got years...
Pack my suit in a bag
Pack myself in a bag
Pack my suit in a bag
All dressed up for Prague
Pack my suit in a bag
All dressed up for
All dressed up for
All dressed up for

Damien Rice

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O que fazer?

Uma frase ecoa na minha cabeça. Uma frase curta e simples. Dita em um momento de tensão, mas dita com firmeza. Talvez dita sem pensar, mas isso só me leva a crer que essa idéia já existia e, nesse momento, apenas foi verbalizada.
Foi como o disparo de um relógio. Começou a contagem regressiva. Agora é só questão de tempo até acontecer.
Agora não sei o que fazer. Na minha mente a opções apresentam-se claramente. Cada rumo a tomar. Mas eu não lido muito bem com opções.
Estou confuso por ver algo que em entristece assim tão próximo e minha ignorância sobre o que está acontecendo. Sei exatamente o que fazer para saber, mas estou receoso. As vezes tento me convencer de que não é nada do que estou pensando e que tudo vai se encaixar alguma hora.
Talvez eu devesse acabar com tudo isso de uma vez.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Questionar = Revolta

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Algumas(muitas) pessoas dizem que sou revoltado. Pois questiono coisas que a nossa sociedade elegeu como inquestionáveis. Por exemplo, quando eu era aluno do Ensino Fundamental eu quis saber por que eu não podia me defender quando as acusações eram feitas pelo vice diretor da escola em que eu estudava. Sempre quando ele falava tínhamos que ficar TODOS calados, ouvindo coisas que não eram necessariamente verdade. Como quando perdi o ônibus e cheguei atrasado, fui levado diretamente à sala do vice diretor para me juntar a outros que foram pegos matando aula, mas eu não havia feito aquilo. Mas sempre que tentava falar algo em minha defesa, alguém (professor, inspetor, etc) me mandava ficar em silêncio e apenas ouvir qual seria minha punição. Os outros só ouviram sermão, apenas meu pai foi chamado por que eu era muito "mal educado" e não aceitava quieto quando eu estava "errado".

Crescendo passei a questionar alguns aspectos do meio em que vivo. Lógico que eu uma hora ou outra iria chegar na política. Porém, uma da frases mais populares que escuto é "Pra que ficar discutindo política? Não vai mudar nunca mesmo.", ou as pessoas revelam não gostar desse assunto, pois 'político é tudo ladrão'. Mas ainda me pergunto: COMO ASSIM?
Nossa vida é comandada por política. As coisas não mudam exatamente quando há esse tipo de pensamento. Se ninguém se mexe nada acontece. Os políticos que estão nesse momento atuando no nosso governo são pessoas como nós. Eles não vem de outros lugares, eles saíram do nosso meio. Se eles são desonestos é por que nós somos desonestos. Nós sempre damos um 'jeitinho brasileiro' para poder levar vantagem sobre o outro. Fazemos um 'gato' para não pagar imposto. Usamos nossos parentes que estão num cargo privilegiado para que nos consiga alguns favores. Subornamos oficiais que deveriam cumprir a lei e, em certas situações, nos punir. Colamos nas provas. Enganamos outras pessoas para podermos levar alguma vantagem.
Os políticos fazem a mesma coisa, a única diferença é que ele tem a oportunidade de levar vantagens bem maiores. E quem deu essa oportunidade à eles? Nós.
Nós os colocamos onde estão e os deixamos fazerem o que quiserem com nossas vidas.
É o país dos 'espertos' e também do egoísmo. E no final todo mundo dá rasteira em todo mundo e ficamos todos caídos no mesmo chão.
Acho que John Nash tem muito a nos ensinar nesse aspecto(assistam o filme A beautiful mind, estou falando da cena no bar)
E ainda querem censurar meus questionamentos em relação à política.

Quem nunca ouviu a frase "Religião não se discute"?
Essa idéia é disseminada a torto e a direito como uma verdade imutável. Mas ninguém até hoje me explicou o motivo.
Eu não discutiria se cada pessoa guardasse sua religião para si mesmo, mas eu tenho que conviver com religiosos batendo na minha porta, me parando na rua, influenciando as decisões na Câmara dos Deputados e no Senado em favor da doutrina que recebem em suas religiões(bancada evangélica e lobby católico), símbolos religiosos em departamentos públicos. E, como se não bastasse, ainda sou visto como uma má pessoa por não crer ou seguir nenhum deus, doutrina ou religião.
Tenho que lidar com tudo isso e ainda querem me dizer que não posso questionar religiões. Tamanho é esse absurdo que a maioria das pessoas acha que tudo isso é certo, que as religiões, principalmente a cristã, são intocáveis e inquestionáveis.

Com esse fato em mente, não poderia acontecer outra coisa, começo a questionar o comportamento das pessoas, na quais eu me incluo. Como podemos aceitar tudo isso e silenciar? Aceitar que façam o que quiserem com nossas vidas, aceitar servir de fantoches e nos esconder como realmente somos, reprimir nossos questionamentos apenas para evitar conflitos?

Se ser rotulado como revoltado significa querer viver minha vida sem ser uma marionete dos dogmas da sociedade, então fico feliz em ser revoltado.
Pense criticamente!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Jogando

Não é em qualquer jogo que ser titular é bom. Há jogos em que é legal estar na reserva. Mas o ideal em certos jogos é ser ÚNICO. Ou é você ou o jogo acabou. Você sente que o jogo é realmente seu.
Sentir a responsabilidade de acertar cada lance, e arcar com as consequências a cada erro.
Perdas, ganhos, mérito, culpa.
Tudo com um pouco de você.
Sabendo que essa poderá ser sua única chance, você dá seu melhor, pois não há ninguém na reserva. Ninguém vai te substituir.
Dando o seu melhor dentro do seu jogo ideal.

Mas ... sinceramente ... eu só queria poder não jogar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Deixe as crianças em paz

Agora todo mundo critica a "molecada de hoje em dia". Saudosismo nas alturas, todo mundo quer relembrar sua infância, exaltando-a dizendo "No meu tempo que era bom". Cheguei a ver o cúmulo de alguém postar no Tumblr a imagem do Sol/Bebê dos Teletubbies e dizer que aquilo é só pra quem teve infância. Sinceramente, se sua infância foi assistir a esse tipo de coisa retardada que trata as crianças feito imbecis, então você não está em vantagem nenhuma em relação ao que crescem vendo porcarias com violência. Aliás, qualquer um que baseie o conceito de infância feliz em programas de televisão é simplesmente um grande exemplar de estúpido tomado pela ignorância. Portanto, deixe a "molecada de hoje em dia" em paz. Se não for para apresentá-las a algo realmente útil, se for só para compará-las a gerações anteriores com o intuito de apenas mostrar o quão são "inferiores". Feche sua maldita boca e cuide apenas do seu próprio rabo. Pois sua infância foi tão inútil quanto você pensa sobre a geração atual.
Duvida?
Pergunte aos seus pais.