Você não pode confiar nos seus sentidos. O que você vê, o que você ouve, nada é o que parece.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Lua Vermelha
Mostra-me agora Quem te faz chorar
Quem te machuca
E quanto tempo faz
Pois agora me preocupo
Com as pessoas ao redor
Com lágrimas ou sem elas
Ouço agora sua voz
E me ponho a chorar
Nesse silencio embriagador
E viajo pelo céu
De espaço, caçador.
E não faz muito tempo
Que o Sol se assemelha
Aos olhos de um mundo
Nossa Lua Vermelha
E derrama nossas lágrimas
No meio do céu, estrelas.
Reinando na noite
Essa Lua Vermelha
Miguel Gonzales
Quem te machuca
E quanto tempo faz
Pois agora me preocupo
Com as pessoas ao redor
Com lágrimas ou sem elas
Ouço agora sua voz
E me ponho a chorar
Nesse silencio embriagador
E viajo pelo céu
De espaço, caçador.
E não faz muito tempo
Que o Sol se assemelha
Aos olhos de um mundo
Nossa Lua Vermelha
E derrama nossas lágrimas
No meio do céu, estrelas.
Reinando na noite
Essa Lua Vermelha
Miguel Gonzales
domingo, 20 de março de 2011
Vida em Movimento
"Não confie num pensamento que vem quando você está sentado."
Essa frase passou a fazer muito sentido para mim. Encontrei ela no livro Vitaminas Filosóficas - A arte de bem viver do filósofo e músico alemão Theo Roos, na parte que ele fala sobre Nietzsche. Pensando sobre ela, comecei a perceber alguns comportamentos das pessoas ao meu redor e meus também.
Percebi o quanto torcemos para que o fim de semana chegue logo e, quando chega, não fazemos nada. Ansiamos por aquele feriado que vai cair na segunda-feira e teremos três dias seguidos de folga e, quando ele chega, ficamos em casa grudados no sofá, muitas vezes reclamando de não ter nada para fazer. E o pior, aguardamos durante um ano inteiro a chegada de nossas férias e, quando a tão sonhada chega, dormimos muito, comemos muito, vemos muita TV(no meu caso não, pois não perco meu tempo com TV), nos arrastamos pela casa durante vinte ou trinta dias, quando voltamos ao trabalho dizemos a todos que usamos as férias só para descansar.
Descansar? Para quê?
Para voltar ao trabalho revigorado e ser mais produtivo. Descansado para dar o máximo no emprego por mais um ano e ansiar pelas próximas férias nas quais você, mais uma vez, apenas se arrastará pela casa para começar tudo de novo.
Isso me lembra uma frase que ouvi de um tio certa vez: Você trabalha para viver ou vive para trabalhar?
Por que dedicar-se tanto às atividades que, em tese, apenas serviriam para garantir-lhe o sustento, a moradia, o lazer, enfim, a sobrevivência?
Na prática trabalhamos para nos manter trabalhando.
Nos alimentamos para continuar com energia para trabalhar.
Dormimos para ir trabalhar de manhã.
Estudamos, adquirimos conhecimentos para melhorar no trabalho.
Estamos fazendo o caminho inverso.
Percebi isso em mim. Nas minhas últimas férias fiquei vinte dias em casa. Eu lembro e vejo que realmente me arrastei os vinte dias pela casa. Lia um pouco, estudava um pouco, navegava na internet um pouco, comia um pouco, dormia e me entediava muito.
Quando voltei ao trabalho e alguém me perguntou o que eu fiz no meu tempo de férias. Respondi: NADA!
Isso me deprimiu. Fiquei muito triste mesmo ao perceber que tive tempo para fazer muitas coisas bacanas e não fiz.
Me perguntei muitas vezes "Por que não fiz?"
A única resposta que me vinha à cabeça era por que eu não quis, me acomodei, vegetei por vinte dias, reclamei do tédio pela simples razão de não ter sequer a iniciativa de dar um pulo lá fora pra ver como estava o tempo. E, se eu estava deprimido nessa hora, a culpa foi toda minha.
"NÃO CONFIE NUM PENSAMENTO QUE VEM QUANDO VOCÊ ESTÁ SENTADO."
Eu, que sempre me revoltei com o conformismo, agindo dessa forma.
Me revoltei mais uma vez. Agora comigo mesmo.
Vinte e três anos e estou perdendo minha vida. Estou vendo-a passar sentado nessa poltrona de velcro. Reclamando do tédio e da vida enquanto ela passa lá fora.
Perdendo tempo, perdendo a vida.
Prometi que jamais faria isso de novo.Passado pouco mais de um mês, chega um feriado, numa terça-feira, o que signifiva quatro dias seguidos de folga.
Não pensei duas vezes.
Joguei uma mochila nas costas e durante quatro dias eu andei por quatro estados.
Foi uma experiência maravilhosa.
Nesses quatro dias vi mais coisas do que no vinte dias de férias anteriores.
E um detalhe importante, eu tenho algo para contar. Pois, como já disse Nelson Gonçalves, a vida só vale a pena se tiver algo para contar aos seus netos.
Então, não adianta ficar sentado, vendo o relógio dar voltas, enquanto a vida passa e sua morte se aproxima.
Faça algo.
Não precisa ser como eu e sair por aí com ma mochila nas costas a cada fim de semana possível. Se quiser, ótimo, eu recomendo. Mas pode ser qualquer outra coisa.
Aprenda a tocar um instrumento e faça músicas. Vá dançar. Sinta o frio das águas do mar ou de um rio. Se enfie no meio do mato e acampe por lá. Reúna a galera. Pratique algum esporte, não para manter um visual, mas um esporte que te dê alegria, que seja prazeroso. Curta uma vida em movimento.
Sinta o cheiro da rua. Vá simplesmente dar uma volta, ande pelas ruas e conheça sua cidade. Conheça lugares. Vá aonde você nunca foi. Experimente. E, para que tudo isso seja possível, o mais importante...
SAIA DE CASA
Essa frase passou a fazer muito sentido para mim. Encontrei ela no livro Vitaminas Filosóficas - A arte de bem viver do filósofo e músico alemão Theo Roos, na parte que ele fala sobre Nietzsche. Pensando sobre ela, comecei a perceber alguns comportamentos das pessoas ao meu redor e meus também.
Percebi o quanto torcemos para que o fim de semana chegue logo e, quando chega, não fazemos nada. Ansiamos por aquele feriado que vai cair na segunda-feira e teremos três dias seguidos de folga e, quando ele chega, ficamos em casa grudados no sofá, muitas vezes reclamando de não ter nada para fazer. E o pior, aguardamos durante um ano inteiro a chegada de nossas férias e, quando a tão sonhada chega, dormimos muito, comemos muito, vemos muita TV(no meu caso não, pois não perco meu tempo com TV), nos arrastamos pela casa durante vinte ou trinta dias, quando voltamos ao trabalho dizemos a todos que usamos as férias só para descansar.
Descansar? Para quê?
Para voltar ao trabalho revigorado e ser mais produtivo. Descansado para dar o máximo no emprego por mais um ano e ansiar pelas próximas férias nas quais você, mais uma vez, apenas se arrastará pela casa para começar tudo de novo.
Isso me lembra uma frase que ouvi de um tio certa vez: Você trabalha para viver ou vive para trabalhar?
Por que dedicar-se tanto às atividades que, em tese, apenas serviriam para garantir-lhe o sustento, a moradia, o lazer, enfim, a sobrevivência?
Na prática trabalhamos para nos manter trabalhando.
Nos alimentamos para continuar com energia para trabalhar.
Dormimos para ir trabalhar de manhã.
Estudamos, adquirimos conhecimentos para melhorar no trabalho.
Estamos fazendo o caminho inverso.
Percebi isso em mim. Nas minhas últimas férias fiquei vinte dias em casa. Eu lembro e vejo que realmente me arrastei os vinte dias pela casa. Lia um pouco, estudava um pouco, navegava na internet um pouco, comia um pouco, dormia e me entediava muito.
Quando voltei ao trabalho e alguém me perguntou o que eu fiz no meu tempo de férias. Respondi: NADA!
Isso me deprimiu. Fiquei muito triste mesmo ao perceber que tive tempo para fazer muitas coisas bacanas e não fiz.
Me perguntei muitas vezes "Por que não fiz?"
A única resposta que me vinha à cabeça era por que eu não quis, me acomodei, vegetei por vinte dias, reclamei do tédio pela simples razão de não ter sequer a iniciativa de dar um pulo lá fora pra ver como estava o tempo. E, se eu estava deprimido nessa hora, a culpa foi toda minha.
"NÃO CONFIE NUM PENSAMENTO QUE VEM QUANDO VOCÊ ESTÁ SENTADO."
Eu, que sempre me revoltei com o conformismo, agindo dessa forma.
Me revoltei mais uma vez. Agora comigo mesmo.
Vinte e três anos e estou perdendo minha vida. Estou vendo-a passar sentado nessa poltrona de velcro. Reclamando do tédio e da vida enquanto ela passa lá fora.
Perdendo tempo, perdendo a vida.
Prometi que jamais faria isso de novo.Passado pouco mais de um mês, chega um feriado, numa terça-feira, o que signifiva quatro dias seguidos de folga.
Não pensei duas vezes.
Joguei uma mochila nas costas e durante quatro dias eu andei por quatro estados.
Foi uma experiência maravilhosa.
Nesses quatro dias vi mais coisas do que no vinte dias de férias anteriores.
E um detalhe importante, eu tenho algo para contar. Pois, como já disse Nelson Gonçalves, a vida só vale a pena se tiver algo para contar aos seus netos.
Então, não adianta ficar sentado, vendo o relógio dar voltas, enquanto a vida passa e sua morte se aproxima.
Faça algo.
Não precisa ser como eu e sair por aí com ma mochila nas costas a cada fim de semana possível. Se quiser, ótimo, eu recomendo. Mas pode ser qualquer outra coisa.
Aprenda a tocar um instrumento e faça músicas. Vá dançar. Sinta o frio das águas do mar ou de um rio. Se enfie no meio do mato e acampe por lá. Reúna a galera. Pratique algum esporte, não para manter um visual, mas um esporte que te dê alegria, que seja prazeroso. Curta uma vida em movimento.
Sinta o cheiro da rua. Vá simplesmente dar uma volta, ande pelas ruas e conheça sua cidade. Conheça lugares. Vá aonde você nunca foi. Experimente. E, para que tudo isso seja possível, o mais importante...
SAIA DE CASA
quinta-feira, 17 de março de 2011
Músicas de Protesto
Hoje meu gosto musical foi questionado.

Estava eu tranquilo, sentado num banco com meus fones de ouvido, num daqueles momentos felizes em que somente presto atenção à música e canto sem emitir som algum. Uma mão me toca o ombro, era uma colega, conhecida a pouco tempo, disse que me chamou algumas vezes, mas só obteve minha atenção pelo tato.
Realmente, nesse momentos, eu não ligo mais pra nada.
Ela me perguntou o que eu estava ouvindo que me levava tão longe.
Mostrei a ela. Professor Dylan em seus primódios.
Começamos a conversar sobre música e, ao ouvir que eu gostava muito de músicas com contexto social, minha colega expressa uma opinião que achei muito estranha.
Como eu poderia gostar desse tipo de música? Elas não fazem diferença, não mudam nada, não resolvem os problemas da sociedade. É perda de tempo dar importância à essas músicas. Seria melhor se eu escutasse músicas que retraram sentimentos como amor e que fale a beleza do mundo.
Achei estranho alguém conceber a idéia de que eu creio que músicas irão resolver os problemas de alguém.
Nenhuma música poderia resolver os problemas de uma pessoa, quanto mais da nossa sociedade. Porém, não é esse o objetivo das músicas de protesto.
Músicas desse tipo nos fazem pensar. Nos fazem refletir sobre a realidade. Afinal, esse é o ponto de partida para qualquer mudança, principalmente para solucionar problemas.
Pensar.
É isso que as músicas de protesto fazem.
A longo prazo, essas músicas espalham e imortalizam idéias. Os músicos morrem e nós continuamos a cantar suas canções. O tempo passa e essas músicas permanecem. Carregadas de pensamentos, carregadas desejos e mudanças.
Músicas que protestam contra uma realidade injusta, soa por muito tempo nos ouvidos daqueles que beneficiam-se com essa situação. Não só pela própria canção, mas por todos que a ouviram, pensaram e dispuseram-se a mexer-se a favor de um ideal.
Essas músicas são uma pedra no sapatos do figurões. São os calos apertados dos 'poderosos'.
Sem a divulgação e propagação de pensamentos promovidas por músicas de protesto, os beneficiados pela desigualdade entre as pessoas estariam muito mais próximos do total controle sobre os outros. A luta pela liberdade e pela igualdade não seria a mesma. A música une pessoas num mesmo objetivo, sem ela cada um estaria só, isolado.
A música nos faz pensar, nos faz buscar o que desejamos, imortaliza idéias, nos faz lutar e nos une.

Cada canção vence uma batalha na guerra pela igualdade e liberdade.

Estava eu tranquilo, sentado num banco com meus fones de ouvido, num daqueles momentos felizes em que somente presto atenção à música e canto sem emitir som algum. Uma mão me toca o ombro, era uma colega, conhecida a pouco tempo, disse que me chamou algumas vezes, mas só obteve minha atenção pelo tato.
Realmente, nesse momentos, eu não ligo mais pra nada.
Ela me perguntou o que eu estava ouvindo que me levava tão longe.
Mostrei a ela. Professor Dylan em seus primódios.
Começamos a conversar sobre música e, ao ouvir que eu gostava muito de músicas com contexto social, minha colega expressa uma opinião que achei muito estranha.
Como eu poderia gostar desse tipo de música? Elas não fazem diferença, não mudam nada, não resolvem os problemas da sociedade. É perda de tempo dar importância à essas músicas. Seria melhor se eu escutasse músicas que retraram sentimentos como amor e que fale a beleza do mundo.
Achei estranho alguém conceber a idéia de que eu creio que músicas irão resolver os problemas de alguém.
Nenhuma música poderia resolver os problemas de uma pessoa, quanto mais da nossa sociedade. Porém, não é esse o objetivo das músicas de protesto.
Músicas desse tipo nos fazem pensar. Nos fazem refletir sobre a realidade. Afinal, esse é o ponto de partida para qualquer mudança, principalmente para solucionar problemas.
Pensar.
É isso que as músicas de protesto fazem.
A longo prazo, essas músicas espalham e imortalizam idéias. Os músicos morrem e nós continuamos a cantar suas canções. O tempo passa e essas músicas permanecem. Carregadas de pensamentos, carregadas desejos e mudanças.Músicas que protestam contra uma realidade injusta, soa por muito tempo nos ouvidos daqueles que beneficiam-se com essa situação. Não só pela própria canção, mas por todos que a ouviram, pensaram e dispuseram-se a mexer-se a favor de um ideal.
Essas músicas são uma pedra no sapatos do figurões. São os calos apertados dos 'poderosos'.
Sem a divulgação e propagação de pensamentos promovidas por músicas de protesto, os beneficiados pela desigualdade entre as pessoas estariam muito mais próximos do total controle sobre os outros. A luta pela liberdade e pela igualdade não seria a mesma. A música une pessoas num mesmo objetivo, sem ela cada um estaria só, isolado.
A música nos faz pensar, nos faz buscar o que desejamos, imortaliza idéias, nos faz lutar e nos une.
Cada canção vence uma batalha na guerra pela igualdade e liberdade.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Domingo
Muitos considerariam esse dia bonito e feliz.
É aquele dia que vem à mente das pessoas quando idealizam um típico dia de verão.
Enquanto o Sol brilha lá fora, esse homem deixa-se cair sobre as almofadas do sofá.
Olha para o teto procurando formas de rostos nas imperfeições da laje pitada de branco.
Pensa em dormir um pouco, mas seus olhos teimam e manter-se abertos. O sono o abandonara há várias horas.
A TV ligada apresenta interferências, mas ele não se importa, não está prestando atenção.
Suas contas estão pagas.
Ele sabe, há muito o que fazer. Imagina a grande variedade de coisas que poderia fazer se saísse de casa agora. Mas não sai.
Não se mexe.
Um poço de tranquilidade.
Nada o anima.
Mais um dia perdido entre essas almofadas.
O suor desce devagar em sua testa.
O tempo passa devagar.
O mundo está mais lento hoje.
Parece que respira só o suficiente para manter o sangue circulando.
Calmo.
Abraça o ócio e espera. Espera por nada.
Não é mais um homem, é um objeto que decora a sala.
Não vive, vegeta.
terça-feira, 8 de março de 2011
Àquela de tantos abandonos

Querida amiga,
Sinceramente, não acredito que você seja a causa da minha tristeza, mas não tenho dúvida que você é a mais assídua colaboradora da minha sorte.
Na solidão deste quarto posso ainda embalar-me em bons pensamentos e esquecer, por instantes, essa dor que você já conhece, com uma porção de imagens ilusórias.
Quando estamos juntos e, em meu peito, você chora suas angústias, lamenta o amor e relembra suas alegrias passadas, a tristeza corrói meu ser de tal maneira que é difícil perceber o chão sob meus pés.
Saber que suas boas lembranças são de um tempo em que você esteve distante, enquanto eu, neste mesmo quarto, dirigia meus pensamentos na sua direção.
Saber que a sua alegria significa o meu abandono, seu sorriso minhas lágrimas, suas lágrimas minhas angústia.
Saber que nessas linhas te suplico para me tomar nos braços com um pouco de ilusão e fugir dessa realidade amarga que nos envolve, e você jamais colocará seus olhos nessas palavras.
Amigos para sempre, pois para sempre te amarei. E, para sempre, esconderei dos teus sentidos o quão infeliz você me faz.
Miguel Gonzales
Amor de mãe
Ouço muito falar nesse tal amor de mãe.
Um amor insubstituível.
Amor maior.
É comum ver presidiários com a frase “Amor só de mãe” tatuada em seus corpos.
Algo divino, acima de todos os outros sentimentos.
Mas, minha mãe jamais me amou assim.
Ela me rejeitou a vida toda e, ainda hoje, me trata diferentemente dos filhos de seu segundo casamento.
Por muito tempo pensei ter sido privado desse amor.
Mas amor de mãe nem sempre vem das mães.
Vem de pais, avós, irmãos, tios, padrinhos, de desconhecidos distantes que se esforçam pra te dar uma ajudinha na vida.
Pra mim esse amor vem do meu pai, a melhor mãe que eu poderia ter.
Um amor insubstituível.
Amor maior.
É comum ver presidiários com a frase “Amor só de mãe” tatuada em seus corpos.
Algo divino, acima de todos os outros sentimentos.
Mas, minha mãe jamais me amou assim.
Ela me rejeitou a vida toda e, ainda hoje, me trata diferentemente dos filhos de seu segundo casamento.
Por muito tempo pensei ter sido privado desse amor.
Mas amor de mãe nem sempre vem das mães.
Vem de pais, avós, irmãos, tios, padrinhos, de desconhecidos distantes que se esforçam pra te dar uma ajudinha na vida.
Pra mim esse amor vem do meu pai, a melhor mãe que eu poderia ter.
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